A Amazônia, a necropolítica e a economia da catástrofe

Foto: Agência Brasil
Japurá (AM) – Ministro da Defesa, Raul Jungmann, visita o pelotão especial de fronteira, em Vila Bittencourt, próximo à Colômbia (Valter Campanato/Agência Brasil)

Por Marcelo Seráfico *

O avanço do fogo para a fronteira amazônica no verão de 2019 não é compreensível pela simples constatação da existência de fumaça.

A tentação de atribuir ao aquecimento global – eufemística e estrategicamente chamado de “mudanças climáticas” – ou à brutalidade governamental – secundada por uma tropa de piromaníacos – a razão de ser da devastação, identifica causas, mas não as relaciona nem oferece pistas para entendermos como a conjuntura política brasileira se conecta com processos estruturais de longo prazo.  ...  Ver mais

Continue lendo