“É uma irresponsabilidade falar de impeachment agora, ainda que o presidente tenha feito todas as besteiras”

Foto: Marcelo Ramos. (Divulgação)
Foto: Marcelo Ramos. (Divulgação)

O deputado federal e vice-líder do PL na Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, declarou que cogitar impeachment neste momento de crise na economia, na saúde e na política é piorar a instabilidade do País.

“O Brasil vive um momento muito sensível. Pessoas estão morrendo e adoecendo. Nossos pais e avós estão trancados em casa. Considero uma absurda irresponsabilidade aumentar o caldo de instabilidade com discussão de impeachment. É uma irresponsabilidade falar de impeachment agora, ainda que o presidente tenha feito todas as besteiras” , declarou.

O deputado também falou, na entrevista, sobre as políticas públicas para a saúde como forma a evitar um caos no sistema e também ações para aliviar os efeitos na economia no Amazonas e no Brasil.

Marcelo disse que a bancada se organizou para que cada um dos deputados ligue para pelo menos dez secretários de saúde dos municípios para identificar os principais problemas. Ele afirmou que o grande problema do interior ainda não é respirador e sim equipamentos e materiais de proteção para os profissionais de saúde.

“O problema do interior ainda não é respirador. Será respirador. O grande problema do interior hoje é EPI para os profissionais de saúde, macacão, máscara e luva para que os profissionais de saúde possam trabalhar com menos risco de contágio”, disse o deputado.

Para Marcelo Ramos, o Congresso Nacional cumpre seu papel e continuará nestas medidas ainda que o Governo Bolsonaro não tome iniciativas com a urgência exigida pelo momento.

Marcelo Ramos fez críticas à postura adotada pelo presidente diante da epidemia do Covid-19.

“Neste momento de crise, o País precisa de um líder que promova a união nacional e, infelizmente, o nosso líder promove a divisão nacional porque fala apenas para um grupo radicalizado de apoiadores e esquece que para enfrentar uma crise tão profunda é preciso deixar de lado objetivos eleitorais e pensar nas pessoas e no País”

Ramos também falou sobre as medidas parlamentares para ajudar Manaus e o municípios do interior no enfrentamento à crise.

Leia trechos da entrevista e assista na íntegra os vídeos publicados no Igtv do perfil @rosienecarvalhoam:

ZFM, comércio e arrrecadação

“O distrito ainda não parou, mas tende a parar”.

“Não podemos agora tirar dinheiro de circulação e a forma de colocar dinheiro em circulação é por meio de mecanismos de transferência de renda mínima para o informal, que não está trabalhando, e o saque dos seguro desemprego. E vamos discutir alternativa para usar FGTS, que são recursos imobilizados. Medidas para estimular a economia”.

“O governo (estadual) tem que pensar em desonerações tributárias para aliviar alguns setores da economia. Não adianta pensar que vai continuar arrecadando porque a arrecadação sobre zero é zero. Pode perder receita agora, manter atividade econômica viva e ter certeza que, do outro lado da tormenta, vai ter alguém para você cobrar tributo. Se não aliviar a carga tributária para o empresário que está arrebentado, você vai matar o empresário que vai à falência e não vai ter de quem cobrar, quando acabar a crise”.

Economia X Saúde e preservação da vida das pessoas

“Em relação às orientações que devemos seguir de prevenção ao coronavírus, essa decisão não pode ter conteúdo econômico e muito menos político. Essa decisão deve ser técnica pautada nas orientações dos órgãos técnicos de saúde pública. Portanto, eu seguirei as orientações da OMS e da Associação Brasileira de Infectologia que diz que o caminho correto é do isolamento horizontal. Pelo menos, neste momento”.

Precisamos acabar com a contradição de cuidar da saúde e da vida das pessoas e da questão econômica. Se você coloca a economia como importante, mas submetida às orientações de preservação da vida, você vai ter o seguinte entendimento, não precisa voltar ao trabalho para dar alguma sobrevida à economia. A economia, agora, precisa sobreviver coordenada com as orientações dos órgãos de saúde. O caminho é ações, como a que vamos votar, do projeto garantindo uma renda mínima a todos os trabalhadores informais que não estão conseguindo trabalhar”.

“Quem entende de pandemia é OMS”

“Primeiro, quem entende de pandemia é a OMS. O presidente dos EUA, ao mesmo tempo que verbaliza a ideia de voltar as pessoas ao trabalho, injetou um pacote de um trilhão de dólares para injetar na economia americana. Um trilhão de dólares. Segundo, por essa lógica de liberar as pessoas o prefeito de Nova York anunciou que metade da população estará contaminada no próximo mês. Prefiro seguir orientações científicas: OMS e Associação Brasileira de Infectologia. Fico com elas porque acho são autoridades que entendem de política sanitária”.

Liderança do presidente Bolsonaro

“O que o Brasil precisa, neste momento, é de um discurso de união nacional. Veja o que fez o Trump nos EUA: apelo à união de Democratas e Republicanos e aprovou no Senado um pacote de 1 trilhão de dólares por unanimidade. Neste momento de crise, o País precisa de um líder que promova a união nacional e, infelizmente, o nosso líder promove a divisão nacional porque fala apenas para um grupo radicalizado de apoiadores e esquece que para enfrentar uma crise tão profunda é preciso deixar de lado objetivos eleitorais e pensar nas pessoas e no País”

Impeachment

É o momento de ter responsabilidade com as pessoas e com o País, acima de tudo. O Brasil vive um momento muito sensível. Pessoas estão morrendo e adoecendo. Nossos pais e avós estão trancados em casa. Considero uma absurda irresponsabilidade aumentar o caldo de instabilidade com discussão de impeachment. É uma irresponsabilidade falar de impeachment agora, ainda que o presidente tenha feito todas as besteiras”.

“Falar em impeachment agora é uma irresponsabilidade com os brasileiros e com o País e a minha responsabilidade com os amazonenses e com o País é maior que qualquer contrariedade política em relação à postura do presidente”.

Segunda instância

“A PEC da segundo instância não será uma regra só para prisão, mas mudará o momento do trânsito em julgado de todo direito brasileiro. Transferindo o momento do trânsito em julgado de todas as causas para a segunda instância: trabalhistas, eleitoral, cível e os tribunais superiores passariam às suas funções institucional e constitucional, que são unificar a jurisprudência de lei federal, o STJ, e unificar jurisprudência de matéria constitucional, o STF, que também fará o controle abstrato de constitucionalidade”

“Penso que assim vamos ter um sistema simétrico, mais efetivo e que resgate a confiança das pessoas nas instituições e, acima de tudo, retire o sentimento de impunidade que perdura hoje tanto quanto alguém comete um crime e não é preso, quanto alguém que tem crédito trabalhista e morre antes de receber”, disse.

Adiamento das Eleições 2020

“Não discuto adiar ou não eleição. Isso é assunto do TSE, que no momento correto dirá se dá ou não para fazer. Se decidir que não dá para fazer, aí o Parlamento tomas as medidas necessárias”.

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Deputado fala sobre crise política e Coronavirus

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Deputado federal fala sobre Coronavirus e crise politica

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