Insatisfação com educação e previdência poupa parlamentares

Foto: Rosiene Carvalho. Protesto de 13 de agosto no Centro de Manaus.

O protesto no Centro de Manaus desta terça-feira, dia 13, contra as propostas de mudança na educação pública e na previdência social poupou a bancada federal do Amazonas e mirou críticas para o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) e o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

De acordo com estimativa dos organizadores do evento, cerca de duas mil pessoas participaram do ato. O protesto começou por volta de 15h na Praça da Saudade. Depois, o grupo iniciou caminhada às 16h pela avenida Epaminondas, Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro e finalizou na Praça do Congresso, por volta de 17h30.

Pauta

As falas e cartazes mostravam que os professores, estudantes e técnicos da Ufam, Ifam e UEA são contrários aos cortes no orçamento das unidades de ensino; ao programa Future-se, que propõe alterar a forma de financiamento das universidades públicas e ensino técnico no País; à reforma da previdência e à postura do Governo Federal sobre o meio ambiente, amazônia e dados científicos do desmatamento.

Os poupados

Há previsão que a proposta do Future-se seja encaminhada para o Congresso Nacional até dia 28 de agosto. A reforma da Previdência tramita no Senado e já foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados com apoio de sete dos oito deputados federais do Amazonas.

Além disso, é no Congresso Nacional que o Governo Federal tem recebido os maiores freios em relação às propostas mais polêmicas e apoio nas pautas que são os temas dos protestos. No entanto, deputados federais e senadores foram esquecidos da pauta de cobrança dos manifestantes.

Segundo o G1, as manifestações foram realizadas em 85 cidades, nesta terça-feira. A exemplo do que ocorreu no resto do País, a manifestação em Manaus teve menor adesão, embora não tenha sido esvaziada.

Mulheres do Amazonas

De acordo com lideranças de movimentos sociais, cerca de 200 mulheres do Amazonas, entre as quais indígenas, participaram nesta terça-feira, dia 13, e quarta-feira, dia 14, da Marcha das Mulheres Indígenas e da Marcha das Margaridas, respectivamente. As duas marchas foram em Brasília.

Essas mesmas lideranças consideram que este fator, associado a um baixo interesse de pessoas de fora da comunidade acadêmica e de sindicatos, que foram mais atuantes em movimentos anteriores, resultou na menor participação do ato desta terça no Centro de Manaus.

Professores não esquecem Wilson Lima

Os professores ligados ao Sinteam que subiram no carro de som para protestar lembraram da Lei do Teto do Governo do Estado e renovaram críticas sobre a condução que o estado fez da greve de mais de 40 dias no primeiros semestre.

Veja um pouco do protesto:

Protesto contra a Reforma da Previdência e contra bloqueios de verbas para a Educação no Centro de Manaus

Publicado por RosieneCarvalho em Terça-feira, 13 de agosto de 2019

Foto: Rosiene Carvalho

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