“Nunca vi análise de custo- benefício bem feita sobre a ZFM”, diz Armínio Fraga

Foto: Economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga (Reprodução live TV Cultura)
Foto: Economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga (Reprodução live TV Cultura)

O economista e ex-presidente do Banco Central no Governo Fernando Henrique Cardoso Armínio Fraga declarou que nunca viu análise bem feita do custo-benefício das renúncias fiscais concedidas na ZFM (Zona Franca de Manaus). A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Roda Vida da TV Cultura desta segunda-feira, dia 25.

Armínio Fraga foi questionado pelo jornalista Cristiano Romero do jornal Valor Econômico se fazia sentido os incentivos fiscais ao setor automobilístico num País que tem tantas necessidades de atenção a políticas públicas para a população como na área da saúde.

Ele respondeu que não e em seguida citou a ZFM, no contexto renúncia fiscal, como exemplo de “um assunto que merece ser “revisitado”.

“A ZFM é um assunto altamente polêmico. Ela foi renovada até 2070, se não me engano. Nunca vi uma análise de custo-benefício bem feita sobre o tema. Não estou falando de chegar lá agora e fechar Manaus. Mas, assim, é um assunto que devia de fato ser revisitado”, declarou.

Na sequência, o economista disse que pouco se avalia sobre as políticas públicas do Brasil e completou: “Aí, como ninguém entende direito do que se trara ninguém sabe o quanto está se gastando e para onde o dinheiro está indo. E essa confusão vai se perpetuando”, declarou.

Armínio Fraga elogiou o levantamento e transparência que o Ministério da
Economia dá ao assunto subsídios. Ele também afirmou que o PIB pequeno é culpa do Governo Bolsonaro.

A entrevista completa pode ser vista na fanpage no Facebook do programa Roda Viva.

Veja o trecho da entrevista em que ele fala sobre a ZFM.

Um comentário Adicione o seu
  1. Esse senhor ainda não prestou contas dos estragos que produziu na Economia Brasileira que resultaram na explosão da dívida pública, empréstimos junto ao FMI e quebradeira de empresas .

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